Natural Disasters

Superação Psicológica em Desastres: Minha Jornada | by Ivan Ferreira Coelho | Jun, 2024

Eu nunca pensei que minha vida mudaria tão drasticamente em questão de minutos. Era um dia comum, como qualquer outro, até que tudo desmoronou, literalmente. O som ensurdecedor do colapso, os gritos desesperados das pessoas ao meu redor, o cheiro de poeira e destruição no ar. Eu estava lá, no meio de um desastre que transformou minha realidade em um pesadelo.

Eu sou Luísa, tenho 24 anos e moro em uma cidade que foi devastada por um terremoto há alguns anos. O que vivi naquele dia mudou para sempre a forma como eu vejo a vida e, mais importante, como eu lido com meus próprios demônios internos.

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Era uma tarde tranquila, eu estava na faculdade, me preparando para uma apresentação importante. De repente, o chão começou a tremer de uma forma que nunca imaginei ser possível. As paredes racharam, o teto cedeu, e eu fiquei presa sob os escombros. O pânico tomou conta de mim. A única coisa que eu podia fazer era tentar respirar e rezar para ser resgatada.

Fui resgatada algumas horas depois, mas aquelas horas pareceram uma eternidade. Quando finalmente vi a luz do dia novamente, o mundo ao meu redor era irreconhecível. Minha cidade, minha casa, tudo estava destruído. Mas a verdadeira batalha estava apenas começando.

Depois do resgate, fui levada para um abrigo de emergência. Estava fisicamente machucada, mas o maior dano estava dentro da minha cabeça. As noites eram atormentadas por pesadelos vívidos. Cada vez que fechava os olhos, revivia aquele momento de horror. Sentia uma angústia constante, como se o chão pudesse se abrir de novo a qualquer instante.

A primeira semana foi a mais difícil. Não conseguia comer, não conseguia dormir, e parecia que ninguém ao meu redor entendia o que eu estava passando. Foi aí que fui encaminhada para um centro de apoio psicológico para vítimas de desastres.

No centro de apoio, conheci várias pessoas que, assim como eu, estavam tentando encontrar um caminho de volta à normalidade. Lá, aprendi sobre o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Descobri que os sintomas que eu estava sentindo eram comuns entre sobreviventes de desastres: pesadelos, flashbacks, ansiedade intensa e uma constante sensação de perigo iminente.

A Dra. Carla, minha psicóloga, foi essencial no meu processo de recuperação. Ela me explicou que a terapia seria um processo longo e que eu precisaria de paciência e dedicação. Começamos com sessões de terapia cognitivo-comportamental (TCC), onde eu era encorajada a falar sobre meus medos e a confrontar as memórias dolorosas do desastre.

No início, era extremamente difícil falar sobre o que aconteceu. Cada vez que tentava, sentia como se estivesse revivendo tudo de novo. Mas, aos poucos, com o apoio da Dra. Carla e de outros sobreviventes, comecei a me sentir mais confortável em expressar meus sentimentos.

Um e-book que me ajudou muito, foi o Guia de Primeiros Socorros Psicológicos em Desastres. Me ajudou a ver o mundo com outros olhos e a superar a dificuldes da vida.

Outra coisa que fez uma grande diferença foi o apoio da comunidade. Conhecer outras pessoas que estavam passando pelas mesmas dificuldades me fez sentir menos sozinha. Juntos, formamos um grupo de apoio onde podíamos compartilhar nossas histórias, nossas vitórias e nossas recaídas.

Ver a força dos outros me inspirou a seguir em frente. A história de João, por exemplo, foi uma das mais impactantes para mim. Ele perdeu toda a família no desastre, mas, mesmo assim, conseguiu encontrar forças para reconstruir sua vida. Sua resiliência me mostrou que, por mais difícil que fosse, era possível seguir em frente.

A recuperação foi uma jornada longa e árdua. Houve dias em que eu queria desistir, em que a dor parecia insuportável. Mas cada pequeno passo adiante era uma vitória. Aprendi a celebrar essas pequenas conquistas: conseguir dormir uma noite inteira, não ter um ataque de pânico ao ouvir um som alto, começar a planejar o futuro novamente.

Voltei para a faculdade, aos poucos, e retomei meus estudos. Participar de atividades normais me ajudou a sentir que estava recuperando o controle da minha vida. A Dra. Carla sempre dizia que a rotina poderia ser uma aliada poderosa na recuperação, e ela estava certa.

Estudos mostram que o impacto psicológico de desastres pode ser devastador e de longa duração. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 20% e 40% das pessoas expostas a eventos traumáticos desenvolvem algum tipo de transtorno mental, como o TEPT. Porém, com o apoio adequado, a maioria dessas pessoas consegue se recuperar e encontrar um novo sentido para suas vidas.

Na minha cidade, vimos isso de perto. Depois do terremoto, muitos de nós precisaram de ajuda psicológica, e aqueles que buscaram esse apoio tiveram uma recuperação mais rápida e eficaz. A criação de centros de apoio psicológico e a presença de profissionais dedicados foram cruciais para isso.

Hoje, alguns anos após o desastre, posso dizer que sou uma pessoa diferente. Não sou a mesma Luísa de antes, mas sou uma versão mais forte e resiliente de mim mesma. Ainda tenho meus momentos de ansiedade, mas agora sei como lidar com eles. A terapia me deu as ferramentas necessárias para enfrentar meus medos e seguir em frente.

O terremoto me ensinou que a vida pode mudar em um piscar de olhos e que é preciso valorizar cada momento. Também aprendi a importância de cuidar da saúde mental e a não ter vergonha de buscar ajuda quando necessário.

Se há algo que eu quero que você leve dessa minha história, é que a superação é possível. Independentemente do quão sombrio e desesperador o momento possa parecer, sempre há uma luz no fim do túnel. Buscar apoio psicológico não é sinal de fraqueza, mas de coragem.

Cada um de nós tem uma força interior que, muitas vezes, só descobrimos quando somos testados ao máximo. E, quando essa força se une ao apoio da comunidade e ao tratamento adequado, não há desafio que não possamos superar.

Minha jornada de recuperação ainda não acabou. Continuo trabalhando em mim mesma todos os dias, mas hoje tenho a certeza de que posso enfrentar qualquer coisa que a vida me apresente. E se eu puder superar um desastre como aquele, tenho certeza de que você também pode superar qualquer obstáculo que esteja enfrentando.

Nunca subestime a importância de cuidar da sua mente. Ela é a chave para superar qualquer adversidade e construir um futuro cheio de esperança e possibilidades.

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